Aventuras nos Estados Unidos: o relato de uma viagem

Quando nossos amigos vem nos visitar, eu costumo perguntar do que eles gostaram (ou não gostaram), e quais as dificuldades encontradas (em especial para aqueles que vem aos Estados Unidos pela primeira vez). Minha irmã me surpreendeu ao escrever um diário inteiro super detalhado da viagem dela pelos Estados Unidos.

Com autorização dela, algumas edições no texto e ocasionais comentários meus, em itálico, estamos publicando aqui no nosso site o roteiro e impressões da viagem relatados por ela. Como vocês irão notar, a viagem dela incluiu não só a Califórnia, mas também Nevada e Utah.

No final, ela ainda dá algumas dicas com base na experiência que ela teve por aqui.

Viagem aos Estados Unidos – Califórnia, Nevada e Utah, em Novembro

Primeiro dia - Saída do Brasil

Saímos na sexta-feira à tarde de nossa cidade para pegar o Voo Guarulhos – Houston à noite. A duração do voo é grande, mas fora o rapaz mal educado que sentou ao meu lado, foi tudo tranquilo. Não deu para descansar muito, mas dormi um pouco.

Segundo dia - Chegada nos EUA

Ao chegar a Houston, um temporal quase impediu o avião de pousar. O aeroporto é enorme e a fila da imigração também. A vantagem de ir por Houston é que, mesmo com 4 voos internacionais chegando ao mesmo tempo, não demoramos mais do que uma hora para fazer todo o trâmite imigração + malas + raio-X. O voo de conexão para Sacramento atrasou devido ao temporal (ciclone: caindo o mundo) e o piloto do nosso voo teve que pousar em outro local. Tínhamos o avião, mas não tripulação.... Bizarro. Depois de umas duas horas de atraso (fora o tempo normal de conexão) conseguimos um piloto e a chuva acalmou. Levantamos voo em direção a Sacramento. A fome nessa altura já estava quase digerindo o estomago, mas em voos doméstico não servem comida, somente há disponivel para comprar... Compramos um box de “trubisgos” e no final, acabamos não pagando... Não sei por que, mas o cartão não registrou a compra.

Chegamos a sacramento. Ufa....
Era hora do almoço e minha Maninha (sou eu!) foi nos buscar no aeroporto. Fomos direto pegar algo para comer: burritos originais feitos pelos mexicanos de verdade. Muito bons e diferentes do que estamos acostumados.

Fizemos um pequeno tour pela cidade de Davis, de carro mesmo, e fomos descansar (não subestime o cansaço da viagem, e não programe nada muito pesado para o primeiro dia!).

Terceiro dia - Tour em Sacramento.

Fomos com a minha irmã de motorista. A primeira parada seria passar pela ponte “Tower Brigde”, porem as ruas estavam fechadas devido a uma corrida e só conseguimos vê-la de longe.

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Visitamos o Capitolium em que é possível entrar nas salas do senado, antigas e muito bem decoradas. Assim como ver os escritórios dos famosos.

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O Railroad Museum Foundation possui muitos trens, alguns com manequins e decorados, nosso preferido foi o do correio. Muito interessante saber que as cartas eram lançadas para fora do trem quando o mesmo não podia parar na cidade e também “içadas” para dentro. Nesse passeio encontramos um menino muito interessado na nossa conversa. Descobrimos que ele era filho de brasileiros que moram nos EUA e só haviam ensinado português a ele. Nossa conversa era interessante porque ele conseguia entender!

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Almoçamos no centro histórico, foi um pouco difícil achar algum lugar que não servisse sanduiche ou pizza, mas após algumas voltas, encontramos. Eu comi a sopa do dia, mistrone, que estava deliciosa. Foi a segunda refeição em que nossa ideia de que os americanos comem mal provou não ser verdadeira.

Fomos então para o museu de história de Sacramento. Um museu que fala da agricultura, passa pela corrida do ouro, imigração dos chineses e termina...? (sim, esse museu é assim confuso!).

O último ponto turístico visitado nesse dia foi DISCOVERY MUSEUM SCIENCE & SPACE CENTER. Esse é um museu que possui uma abordagem diferente dos museus brasileiros. Primeiro porque é feito para crianças e é sobre ciência. Mais tarde descobrimos que existem outros dessa forma nos EUA, mas já chegamos lá. (veja o nosso post sobre Los Angeles, por exemplo). No começo não demos nada por ele, mas acabamos entrando na brincadeira e nos divertimos pra caramba. O museu era composto por vários experimentos, no inicio nos entregaram um questionário para ir respondendo ao longo do passeio. Fizemos vários experimentos, alguns que não conhecíamos, coisas simples para explicar fenômenos na física.

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Última parada do dia, COMPRAS!

Foi aqui que conhecemos a maravilhosa ROSS. Poderia dizer muitas coisas sobre ela, com certeza a de Sacramento é melhor do que as outras que passamos, afinal lá encontrei muitas coisas de “3B’s” (Bom, Bonito e Barato).

Fomos ainda conhecer o Cotsco, um supermercado atacado dos USA. Pena que tem que ter cadastro com anuidade. Comemos um hot-dog barratissimo, mas gostoso. É pão e salsicha (porém uma salsicha diferente), os condimentos são à vontade e ficam no balcão ao lado.

Quarto dia – Nappa Valley

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Começamos o dia indo alugar um carro na Hertz. Pegamos um Corolla automático com um preço muito bom, é um carro confortável e relativamente econômico (depois descobrimos que viajamos de Davis a Los Angeles em terceira marcha).

Nossa primeira parada do dia foi na fábrica da Jelly Beans. O tour pela fábrica é gratuito e interessante se a fila não for muito grande. A loja de doces é uma tentação, mas fique atento que escondido há um balcão com os pacotes de balas defeituosas (não possuem a forma perfeita). São bem mais baratas que o pacote normal e no dia estavam com promoção leve 3 e ganhe mais 2 (atenção na escrita da promoção, pois no Brasil seria leve 3 e pague 2, ou seja, você leva 3 pacotes mas paga 2. Já lá não: a promoção era compre 3 e ganhe mais 2, ou seja, você sai com 5 pacotes!).

Depois de comprar uma tonelada de bala para o ano todo, partimos para a vinícola “Castello di Amorosa” (para saber mais sobre Napa, clique aqui). Uma vinícola charmosa com uma paisagem linda. Infelizmente, trouxemos a chuva conosco. Há um mês não chovia na Califórnia, foi só pisarmos lá e até chuva de granizo pegamos.

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Na volta pegamos congestionamento e paramos no outlet de Vacaville. É um outlet menos visitado por turistas e por isso tem mais peças e é mais organizado (alias, qualquer outlet que não seja o de Vegas tem preços melhores e é mais organizado). Fizemos algumas compras de casacos na Columbia que foi super útil em S.F (quer saber o que esperar do clima da Califórnia? Confira nosso post).

Quinto dia – São Francisco

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Saímos de Davis umas 8 da manhã em direção a S.F.. Ao chegar perto da cidade também chegamos perto do congestionamento. Chegamos perto de 10:30 no Exploratorium. Esse também é um museu do tipo interativo, porem muito maior do que o que tínhamos ido em Sacramento. Dividido em vários campos da física (óptico/mecânico/magnético e etc) e no final um pouco de biologia é surpreendentemente legal. Também é necessário um bom tempo para aproveitá-lo com calma, como tínhamos um outro compromisso acabamos passando muito rápido.

De lá fomos pegar um ônibus para ir ao Anchor brewing. Uma dica a quem vai aos EUA: não fique sem internet. Nós acabamos não comprando um chip com 3G e minha internet que era de créditos também acabou. O problema é que coloquei o endereço incorreto no GoogleMaps e chegamos a tempo no local errado. Aí, começou o desespero para tentar chegar ao local certo. No final achamos um taxi na rua e chegamos até nosso tour no horário.

O segundo passeio vale muito a pena principalmente para quem curte cerveja. O tour pela fábrica da Anchor é super interessante, o guia conta toda a história sobre a fábrica. Infelizmente alguns pedaços acabamos não captando já que nosso inglês não é tão fluente para conversas rápidas. Depois do tour há uma degustação de cervejas. Experimentamos algumas, mas a fome do almoço estava começando a incomodar e saímos para comer.

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Comemos no Sally, uma rede de lanchonetes. Comemos um sanduiche de carne, o gosto estava muito bom porém um pouco duro. A essa altura já eram umas 15/16 horas e nosso planejamento de ir ao museu de ciência acabou não acontecendo. Tínhamos deixado o carro no estacionamento do exploratorium e pegamos o ônibus para busca-lo. Andar de ônibus em S.F. pode ser uma experiência e tanto: o ponto de ônibus não tinha sinalização. Para nossa sorte, recebemos ajuda do rapaz da banca de hot-dogs. Dentro do ônibus andam vários mendigos (isso é comum em outras cidades da Califórnia também) e os pontos são anunciados em inglês, espanhol e chinês.

Descemos a algumas quadras do museu e andamos até lá (ainda bem que era descida). Pegamos o carro e voltamos ao hotel. Ficamos no Stanford Hotel, em que o custo era mais barato, já que em são Francisco os hotéis são absurdamente caros. É um hotel antigo em que a calefação ficava fazendo barulho. Pontos positivos: relativamente barato, fica no centro da cidade (possui comida, lojas por perto) e tem café da manhã incluso. Pontos negativos: um pouco velho, e não tem estacionamento (tivemos que usar o estacionamento publico da praça a frente com o custo de ~$30).
À noite fomos passear na Macy’s (loja de marcas) que é gigante, com três andares e todo tipo de roupas que você possa imaginar. Também fomos comprar o chip com internet... Não podíamos mais ficar sem!

Aqui temos uma sugestão para quem quer economizar: ficar em um hotel mais afastado e mais em conta (perto do aeroporto tem opções porem com um pouco mais de transito), que pode ser até em outra cidade, e usar o sistema de transporte (como o Amtrak).

Sexto dia – São Francisco

Nosso primeiro passeio foi Alcatraz. Um passeio maravilhoso que vale a pena ir. Pegamos o segundo barco perto de 09 da manhã para ir à ilha: são uns 30 min de barco até chegar lá. Na ilha, os guardas fazem uma apresentação sobre o que pode fazer ou não, aonde existem banheiros e etc., tudo bem organizado. Começamos comprando um livrinho com o mapa da ilha e encontrando um brasileiro que achou que não precisava pagar! O passeio começa com um filme de meia hora, um documentário sobre Alcatraz, depois fomos até a lavanderia em que havia uma exposição sobre “crimes”. O tour principal da ilha é o áudio tour dentro das celas em que o áudio pode ser até em português. Muito bem feito e leva cerca de uma hora e meia, é possível dar pausas no áudio para se deslocar e tirar fotos. Depois disso passamos nas lojinhas e voltamos ao píer. Para o outro lado do píer existe uma trilha pela natureza, andamos um pouco por ela, mas planejavamos comer caranguejo então voltamos para pegar o barco da volta.

Voltamos ao píer 39 para comer caranguejo. Um pouco caro, mas delicioso.

Após almoço e antes do nosso passeio de barco, fomos passear em algumas lojinhas, em que compramos camisetas. O passeio de barco se chama Blue & Gold Fleet (passeio incluso no city pass). É bem bacana e passa por baixo da ponte Golden gate. Para ir nele, lembre-se de levar uma jaqueta corta vento, o clima de S.F. já não ajuda muito e no barco ventava demais!

Levantamos acampamento e fomos para Monterey. A viagem foi congestionada... acabamos levando algum tempo para chegar ao hotel. No caminho jantamos no Carl’s jr. (rede de fast food com sanduiches bem gostosos e bem grandes). Nossa estadia foi no hotel Super 8: ótimo custo beneficio. Possui estacionamento gratuito, café da manhã incluso e o quarto é novo, bem limpo e confortável.

Sétimo dia – Monterey

Pela manhã fomos visitar o aquário. O aquário de Monterey é relativamente grande (como qualquer museu dos EUA) e tem exposições bem interessantes. Você pode acompanhar a alimentação das lontras que são super fofas, a exposição luminosa das águas vivas e ver como um cardume de sardinhas se comporta. Monterey foi uma cidade que sobreviveu por muito tempo da pesca e processamento das sardinhas, história que também é apresentada no aquário. Na saída existe uma lojinha com as coisas dos animais do aquário. A caneca de lontra tive que trazer comigo. Além de um passeio dentro do aquário, como ele é localizado a beira mar, a vista é imperdível e super relaxante.

Almoçamos no Bubba Gump, um restaurante com pratos de camarão. Também possui outros pratos. Pedi um macarrão com camarão que estava delicioso, tinha tantos camarões que até cansei de come-los, meu namorado pediu um arroz jambalaia que também estava muito bem preparado. Dica: Nesse restaurante, (alias em qualquer um dos EUA) não é necessário pedir entrada, normalmente os pratos são bem servidos.

Depois fomos até Los Angeles passeando pela Big sur. A vista é linda porém a viagem é bem cansativa já que a estrada é pista simples e cheia de curvas. O oceano pacifico é azul e pela primeira vez vimos o por do sol no mar!

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É claro que em viagens como essa sempre passamos por alguma aventura. No mirante, um dos maiores que existem no caminho, havia uma estradinha para descer. Fomos de carro até lá embaixo e encontramos banheiros! Eba, já que estávamos dentro do carro já ha algumas horas. Eu não fui, já que era somente uma cabine com um buraco no chão! Sim, um buraco no chão! Fora as vans de serial killer que estavam paradas lá em baixo... Tiramos uma foto um pouco mais perto do mar e nos mandamos. A próxima parada foi a praia dos leões marinhos. No caminho você já vê muitos dormindo pela praia, vença a tentação de parar em locais proibidos. Existe um mirante com um grande estacionamento para admira-los.

Chegamos em Los Angeles, no caminho jantamos no Mc donalds – pior opção de fast food. Nosso hotel foi o Hollywood Historical Hotel, um hotel antigo, porém recém restaurado relativamente central e barato. Não tinha café da manhã, a recepção disse que estavam reformando para oferecer no próximo ano, com estacionamento grátis.

Oitavo dia – Los Angeles

Por indicação da recepcionista, comemos o café da manhã em uma banca local, com coisas gostosas e café bom (de latinos: o espanhol era mais presente que o inglês – Winchell’s donut house).

Já que chegamos na sexta, aproveitando que não pegaríamos o movimento do final de semana, fomos ao parque de diversão da Universal. A partir de novembro, ao comprar uma entrada, você tem o direito de voltar quantas vezes quiser ao parque até o final do ano (grátis!). Acredito que seja porque já passaram as férias e o inverno esta chegando.

Levamos sorte: não havia fila para quase nada! Começamos com o tour no estúdio. Não dá para ver nada em termos de filmagens. E duvido que você irá encontrar no caminho algum artista famoso, mas o passeio tem seus pontos positivos. Alguns locais que passamos são de filmagens, como uma vila que é inundada. O legal é que inundam o ônibus com você junto (procure não sentar nas últimas fileiras). Depois entramos em dois filmes 4D: o primeiro foi o que gostei mais, a luta do filme king kong em que até baba caia na gente.... O segundo era do velozes e furiosos. Outro ponto muito bem bolado foi o lago do filme o tubarão. Levamos um susto quando o tubarão bateu na lateral do ônibus.

  • Brinquedos legais (que vale a pena ficar na fila): Transformers ; A múmia; Jurassic park e o show do Water world.
  • Brinquedos +/- (se tiver muita fila escolha um): Minions; Simpsons e outros 4Ds. Como não tinham filas quando visitamos o parque, passamos de um brinquedo ao outro muito rápido e os que eram 4Ds (carros que não saem do lugar, só chaqualham) fizeram a gente passar mal, então cuidado e brinque com moderação.

Almoçamos no parque, Crusty Burguer. Não é muito bom, na próximas visitas vamos experimentar outro lugar.

Nesse dia jantamos em um restaurante mexicano próximo do hotel (Antequera). Comemos sopa (apesar de ter pedido sem carne, veio com frango, mas estava bem gostosa mesmo assim) e um prato bem grande com tacos, feijão e mais algumas coisas.

Nono dia – Los Angeles

No segundo dia em Los Angeles fomos ao museu de historia natural. O museu tem uma seção gigante de pedras preciosas (muitas do Brasil... pena não termos nada assim aqui no país), dinossauros, animais empalhados e seções pagas a parte (exposições itinerantes) como a das múmias e das aranhas (nunca na vida vou pagar para ver aranhas!).

Almoçamos perto do museu (Gogi Korean grill) – um dos poucos restaurantes de comida, e não fast food. Bom custo beneficio e comida gostosa. Cuidado com a pimenta (restaurante dos EUA costumam ter temperos mais picantes do que estamos acostumados). Vale a pena lembrar que a salsinha do molho de tomate com cebola é na verdade coentro (meio que estragou metade do meu almoço, mas de resto muito bom).

A tarde passamos pela calçada da fama. Infelizmente, o pedaço que tem os artistas que realmente você quer tirar foto fica lotado e no dia tínhamos um carro em exposição cobrindo boa parte da calçada.

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Paramos o carro bem longe do centro da calçada, pois não tínhamos ideia de como é grande a calçada da fama. Dica: Tente parar mais próximo do teatro Dolby.

Por último tentamos ir ao Griffith observatory mas estava muito cheio, sem lugar para parar e acabamos desistindo.

A noite jantamos no Big’s Mamas & papas pizza. Estacionamos na rua, a placa dizia que o parking era até as 20hrs, eram um pouco antes das 20hrs e não tínhamos certeza que era isso que a placa dizia (sabe como é, o medo de levar multa é maior) então colocamos o parking para uma hora (dois dólares) que não foram necessários.

A pizza era deliciosa, pedimos uma marguerita (que vem com molho branco e ricota) e pepperoni. A pizza é realmente diferente da nossa (concordo!). O restaurante possuía mesas, mas não recebemos pratos ou talheres, pedimos prato e o balconista até achou uns de papel, mas sem talher para comer (acontece em algumas pizzarias, acho que é para comer usando as mãos mesmo).

Décimo dia – Las vegas

Saímos cedo e pegamos a rodovia para Las vegas. Nesse dia descobrimos que estávamos dirigindo em 3 marcha esse tempo todo. Finalmente descobrimos a posição D (drive) do carro.

A viagem até Las vegas foi tranquila. Começamos visitando o Outlet de Las vegas. São dois outlets: o North e o South, nós fomos no north. Não se engane, é quase uma tourist trap como diz minha querida irmã (sou eu!). Como tem muitos turistas é difícil achar roupas em promoção. A loja de 75% clearance da Calvin Klein era uma zona de guerra! Achei trâs peças que gostei, varias coisas não consegui achar do meu tamanho. Meu namorado não encontrou nada e a fila do provador era uma loucura de grande.

O que valeu a pena: A recém inaugurada loja da Northface com desconto de inauguração.

Comprei uns casacos baratos e bonitos na Wilson leather. Também passamos na Target no caminho para umas comprinhas.

A noite fui assistir Cirque du Soleil. Maravilhoso, muito diferente dos outros espetáculos. O teatro fica dentro do hotel belagio e é imenso. Paguei $180 pelo lugar na primeira fila do segundo bloco.

Não tenha medo de pegar as cadeiras que “molham” da promoção, é mais preocupante os palhaços do que a água que espira na apresentação. Dois pontos me chamaram mais a atenção (apesar de que tenho certeza que um deles você não vai entender). Primeiro, uma pessoa da plateia foi chamada ao palco e eles simplesmente içaram a pessoa para o teto! O segundo ponto é como a cortina “sai de cena” – totalmente içada para trás até sumir - e como ela “volta”: lançada por um cesto de balões.

Na volta pegamos um subway e comemos no quarto.

Nos hospedamos no Linq. O quarto é estilo padrão, aparentemente recém reformado e bem confortável. A diária varia conforme o dia da semana, em média ficou $56. É um hotel barato porque não tem um cassino muito grande ou muitos adicionais (restaurante/sauna....).

Décimo primeiro dia – Las Vegas

Trocamos de carro, para um maior – ford fusion – e porque assim não teríamos que pagar taxa de retorno.

Fica a dica: olhe se não é vantagem fazer a troca de carro em alguma cidade no meio da viagem. Se fossemos direto a Salt Lake com o mesmo carro, iriamos pagar taxa de retorno. Trocando de carro em Las Vegas evitamos pagar essa taxa.

Como estávamos com tempo livre antes de pegar o outro carro, aproveitamos para passear pelos cassinos. A Avis (locadora de carro) fica dentro do hotel Veneza, que possui um canal cortando o hotel. Muito bonito para passear.

Com o carro novo fomos fazer compras na Victoria secret em um shopping que fica entre Las Vegas e Hoover Dam. Aproveitamos para almoçar no Panda express, que é um restaurante de comida chinesa muito bom. Sugiro o frango doce com pimenta. Para você ter noção do tamanho do prato, pedimos o “plate” que contem dois entrees e 1 side, almoçamos nós dois e quase sobrou comida por um preço razoável de $8.

Reserve tempo e dinheiro para ir na Victoria secret, vale a pena.

Depois da compras visitamos Hoover Dam. Para quem já visitou Itaipu é similar, porém menor, mas com seu próprio charme. Vale a pena comprar o tour por dentro da represa para visitar as turbinas, museu e mirante. O rio faz divisa entre estados e também entre fusos horários.

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A noite assistimos o show de aguas do Belagio com a música dos Beatles – Diamond in the sky. Comemos no Earl of sandwich (sopa e sanduiche): gostoso, mas não diria que é o melhor do mundo. No caminho de volta compramos as lembrancinhas de Vegas....

Décimo segundo dia – Las Vegas

Começamos o dia indo no estande de tiro. Existem vários pacotes com diferentes preços e armas. A lojinha com itens feitos de cartuchos é bem legal mas não se deve correr o risco de traze-los para o Brasil. Apesar de não poder ser usado como arma, sempre pode haver implicâncias desnecessárias, por isso ficamos só com as camisetas e caneca de granada.

Aproveitamos passar na loja de penhores do seriado “Trato feito”. No seriado você tem a impressão de que é uma loja grande mas ficamos surpresos de como é pequena. A TV faz milagres! Não encontramos ninguém famoso e achamos os preços um pouco altos para comprar qualquer suvenir. Essas duas paradas ficam em uma área não tão bonita como a rua principal de hotéis de Las vegas: uma paisagem um tanto quanto diferente. Outra paisagem que também não vale tanto o preço da entrada é a Stratosfera. Tipo a torre da Telepar, porem bem maior, não é tão legal porque não conhecemos nada do que enxergamos, então se torna uma vista do alto, com vento para caramba.

Almoçamos no buffet Aria, que particularmente não gostei muito. O carangueijo e camarão eram frios e a comida japonesa tinha um gosto ruim. Fiquei nas massas mais comuns já com saudades da comida de casa. Meu namorado porém adorou e comeu um bocado de carangueijo. As sobremesas são lindas e gostosas, pena que não dá para comer muito.

A tarde voltamos ao outlet aonde comprei algumas coisas da CK. A noite jogamos no cassino, perdemos $8 e jantamos uma pizza no restaurante do hotel (Nook). Nesses dias nosso café da manhã variou entre Starbucks e o próprio café do hotel.

Décimo terceiro dia – Salt lake

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Saímos de Las vegas e fomos para Salt Lake: longas 7 horas de carro.

Dica: Quando tiver uma saída para uma cidade, pegue, pois não vai ter outra em varias milhas (isso vale para alguns locais da Califórnia também!). Perto do meio dia, queríamos parar para almoçar e havia uma cidade para a nossa esquerda. A saída era a direita e estava um pouco para frente da cidade. Não tínhamos certeza se era a correta a pegar. Passamos e acabamos ficando sem comer por mais uma hora e meia, já que o retorno ficava praticamente na cidade seguinte.

A medida que nos dirigimos a Salt Lake a temperatura já foi baixando. Encontramos um Applebee ‘s em Cedar city, onde já tinha neve... Imagine minha felicidade!

Dia 11 é o dia do veterano no USA e todo o restaurante estava decorado com as cores da bandeira. Para os veteranos havia um cardápio especial e de graça. Muito legal.

Não precisamos comentar sobre a comida do Applebee’s, é parecida com a do Outback, e uma delícia.

Chegamos a noite na casa do primo do meu namorado e jantamos uma pizza com ele e sua esposa. Como as pizzas americanas, essa era totalmente imprevisível e deliciosa: lembro que tinha abacaxi, mas era salgada.

Décimo quarto dia – Salt Lake city

Acordamos, tomamos café da manhã no Starbucks e subimos a montanha que possui a estação de esqui – Snowbird - para ver mais neve (no final tinha muita neve – até a altura do joelho). Apesar da estação ainda não ter aberto para a temporada (abriu somente na semana seguinte) a vista foi bem interessante e brincamos um pouco na neve – gelada! A estrada para a montanha é sinuosa e estreita, e devido ao gelo se torna meio perigosa: até cruzamos com um acidente entre dois veículos.

Depois fomos visitar o lago que dá nome a cidade e sua ilha “Antelope Island”. A ilha é bem deserta e não vimos nenhum Antilope, somente Bufalos. Ela contem um rancho preservado para visitas e um museu com a historia da ilha, que é bem interessante (criação de animais, procriação de antílopes e etc.). Infelizmente o lago de Salt lake está desaparecendo, pois ele é formado pela água que vem do derretimento da neve nas montanhas. Atualmente essa agua é utilizada pela população para abastecimento, já que é uma agua limpa e pura. Espero que achem um meio para manter o lago vivo, pois é muito bonito e em seu auge deveria ser muito bom para nadar e brincar nas “praias” que se formam na ilha.

Na volta almoçamos na “The habit” – hambúrgueres bem gostosos. Então voltamos ao centro de Salt lake para visitar a famosa igreja dos Mormons. Lá existe um museu e arquivo com os sobrenomes de quase todas as famílias do mundo, em que é possível visualizar a sua “arvore” genealógica. Infelizmente, nessa altura da viagem, além de não conseguirmos mais visitar museus (em um certo momento tudo parece igual), a temperatura fora do carro estava próximo de 1/2°C e não conseguíamos permanecer mais que meia hora fora do carro.

Por esse motivo, fomos passear nas lojas Target/Ross/BathBed&Beond. Jantamos em um restaurante tipo barzinho, mas que tinha uma comida muito boa (infelizmente não lembrei de anotar o nome).

Décimo quinto dia – Salt Lake / Park City

Tiramos o dia para fazer compras, começando com a IKEA. É uma loja tipo “faça você mesmo as montagem dos moveis”, lembra o estilo TokStok, só que mais barato. Minha irmã mobilhou boa parte da casa com moveis IKEA. A loja é gigante, tem dois pisos, o primeiro é o mostruário e embaixo tem as caixas para você pegar o que gostou. Compramos o varão da cozinha com acessórios e varias capas e edredom.

Também fomos na Tjmaxx e Target para comprar malas e outras coisas.

Almoçamos no “Thai siam restaurante”: o prato de almoço era bem barato, mas a escolha que fiz não foi muito boa.

A tarde fomos visitar Park city, uma cidade pequena e charmosa em que são realizados os festivais de filmes, também foi aonde ocorreram as olimpíadas de inverno. A cidade fica a beira da montanha e as temperaturas eram ainda mais baixas do que em Salt Lake.

Lá ficam os outlets em que passamos bastante tempo. A noite ao sair, a temperatura externa estava em torno de -3/4°C.

A noite comemos comida mexicana, de mexicanos de verdade. Diferente das anteriores e muito gostosa também.

Décimo sexto dia – Volta ao Brasil

Pela manhã ainda fomos comprar os últimos presentes e encomendas e comemos bagels muito bons para brunch. Despedimos-nos dos nossos anfitriões e fomos para o aeroporto de Salt Lake. Assim como na ida, os voos foram longos e cansativos.

A nova imigração agora é automática (São Paulo): você faz a leitura do passaporte por código de barra, a catraca abre, a câmera posiciona, tira uma foto sua e está liberada a sua entrada. Rápido e fácil.

Fizemos o Pitstop no dutyfree e voltamos para casa.

Dicas para próximas viagens:
  • 15 dias é bastante tempo e no final estávamos bem cansados.
  • As atrações abrem das 10 as 17h então não programe mais do que 2 itens por dia (a maioria dos museus é grande e leva tempo para conhecer – os passes são para o dia todo, ou seja, você pode sair e voltar se quiser almoçar).
  • O imposto de Utah é menor do que o da California e Nevada, os outlets são mais vazios e organizados (sugerimos deixar as compras para Salt Lake)